quinta-feira, junho 25, 2015

Café e esperança a moradores de rua

Belo Horizonte, 21 de junho

Uma fria manhã de domingo. O sol não deu as caras. Mas a vontade (em primeiro lugar, de Deus) de levar esperança aos que não têm um lar nos impulsionou a sair da cama quentinha. Era dia de “Café da Manhã” para os que vivem nas ruas da grande Belo Horizonte (MG). Claro, o alimento foi só um meio de chegar até eles, porque a intenção principal era fazer o que Jesus ensinou: ir, amar e cuidar. E em nome de qual igreja? De nenhuma. Foi um pouquinho de gente daqui, um pouquinho dali. E lá representamos a Igreja de Cristo, que não tem placa ou denominação. 

Conhecer de perto a realidade daquelas pessoas, conversar com elas e saber um pouquinho do que elas são foi, para mim, uma oportunidade incrível. Fui para ajudar, mas acabei sendo ajudada. Inclusive, um morador de rua orou por mim. Que coisa! Ele, senhor Anivaldo, com cinqüenta e poucos anos, estava lá, sentado, com um pedaço de bolo e um copo de refrigerante nas mãos. Quando pensei em ir até lá para conversar, ele me chamou. E então demos início a uma longa conversa.


Ele disse que já havia sido estudante da Universidade Federal de Minas Gerais, o que me deixou pasma. Além disso, tinha cinco profissões, casa e família. Aí, inevitavelmente, vem aquela pergunta à mente: “Por que, então, ele mora na rua?”. Mas isso não vem ao caso agora.

Dentro do seu carrinho de supermercado, um saco com algumas coisas, garrafas com água e uma Bíblia. Entre vários assuntos, falamos sobre Deus, o cuidado dEle conosco, e de igualdade, ou seja, o fato de que ninguém é melhor que ninguém. Então, ele disse que poderia orar por mim. E, claro, não recusei. Fechei meus olhos, e ele pediu: “Deus, abençoe a Dayane. Perdoe os meus pecados e os dela também. Que ela continue fazendo isso que está fazendo aqui, e dê a ela um marido bonito” (esse último pedido, claro, me arrancou risos, rs). Uma oração simples, mas que me deixou extasiada. 

Num certo momento, perguntei se tinha amigos na rua. Ele olhou para céu e disse que tinha Aquele amigo. Então, ele tinha tudo. Anivaldo deixou claro que sem Deus ele era nada, um “saco vazio”, disse. E, evidentemente, concordei, porque também nada sou sem Ele.

Enfim, se eu for contar em detalhes o que vivi ali em algumas horas, lançarei um livro, porque também tive a oportunidade de conversar com o Luciano, Damião, José e Sidney. Cada um com uma história diferente, mas com algo em comum: a fé em Deus. Isso foi algo que me surpreendeu, porque eles mal tinham a roupa do corpo e comida para aquela manhã, mas isso não era motivo de eles se virarem contra Deus. O fato de estarem vivos já era motivo de alegria.

Uma frase de Anivaldo que não esquecerei: “Não é porque moro na rua que vou andar por aí triste”. Não preciso falar mais nada.

Sou grata a Deus por mais uma oportunidade que Ele me deu de fazer a vontade dEle. Se você também sente que tem esse chamado, vá, ame e cuide!

Quem não pode participar das ações, mas quer ajudar de alguma forma, pode doar alimentos, produtos de higiene pessoal, roupas, cobertores, brinquedos, etc. Basta deixar um comentário neste post manifestando-se. :)


#IdeAmeCuide #Fruto #IgrejaQueMove #MovaSe #JocumImpactoBH

Confira algumas fotos da ação:





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