terça-feira, junho 30, 2015

Relato médico dos sofrimentos de Jesus

A seguir, um relato médico dos sofrimentos de Jesus, pelo Dr. Barbet (médico francês):

NO GETSÊMANI (Lucas 22:44)

Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. O único evangelista que relato o fato é um médico, Lucas. E o faz com a decisão de um clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo.

O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pela e então escorre por todo o corpo até a terra.

A FLAGELAÇÃO E A COROA DE ESPINHOS (Lucas 23:1-25, João 19:1-17)

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romanos e Herodes. Pilatos cede e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio.

A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado e de diferentes estaturas. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reagem em um sobressalto de dor. As forças de esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

Depois, o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

Imagem: internet
A CAMINHADA ATÉ O CALVÁRIO (Lucas 23:26-32)

Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado á multidão feroz, o entrega para ser crucificado.

Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da cruz; pesa uns 50 quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, frequentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega e lhe esfola o dorso.

Finalmente, para ganhar tempo, os soldados escolhem um homem na multidão, Simão, que vinha do campo, e puseram-lhe a estaca sobre suas costas, para que a levasse após Jesus.

A CRUCIFICAÇÃO (Lucas 23:33-49, João 19:18-37)

Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou uma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere á carne viva; ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim. O sangue começa a escorrer.

Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pó e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apóiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro.

A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não. O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; consequentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical.

Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam as pontadas agudas de dor.

Pregam-lhe os pés.

AS HORAS NA CRUZ

Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estendo sobre a ponta de uma vara uma esponja embebida em bebida ácida em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz.

Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuado: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis; em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço e os respiratórios.

A respiração se faz, pouco a pouco, mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico. Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.

Mas o que acontece? Lentamente, com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo e a asfixia recomeça.

Foram transmitidas sete frases pronunciadas por Ele na cruz: cada vez que quer falar, devera elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Que tortura!

Atraídas pelo sangue que escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas Ele não pode enxotá-las. Pouco depois, o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde. Todas as suas dores, a sede, as cãibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: "Deus meu, Deus meu, porque me abandonastes?". Jesus dá seu último suspiro: "Está tudo consumado!", e em seguida, "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". 


E morre. Em meu lugar e no seu.

Fonte: http://www.ebdonline.com.br/estudos/sofrimentocristo.htm

sábado, junho 27, 2015

Amar o próximo ≠ Concordar com tudo que ele faz

No início do mês, postei um texto em um site falando sobre algumas polêmicas envolvendo a homossexualidade e o cristianismo (leia). O meu objetivo era explicar que, independentemente da atitude da mídia e de alguns homossexuais na Parada LGBT em São Paulo, a obrigação de todos nós como cristãos é respeitar a todos, e não lançar palavras levianas, ou seja, insensatas, simplesmente pelo fato de não concordarmos com a prática.

Como eu disse, “não é porque todos têm liberdade de expressão que poderão falar de tudo, de qualquer jeito, sem respeitar o outro”. Não é que temos que nos calar, mas, “antes de comentar, é preciso pensar, refletir, para não agir com leviandade”.

E, justamente pelo fato de não podermos ser omissos, é que escrevo, com amor e respeito, este texto NÃO-BÉLICO.

Depois da notícia de que a Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA) aprovou, nesta sexta-feira (26), o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todos os estados do país, começaram a surgir algumas manifestações nas redes sociais, algumas a favor, outras não.

“O amor vence”, disse o presidente Barack Obama após a aprovação. Não me assusta ver pessoas apoiando o ato e replicando essa frase, afinal, cada um apoia o que quiser e entende o conceito de amor como desejar.

Mas escrevo este texto para que alguns cristãos reflitam, pois, se conhecemos a Palavra de Deus, não podemos compartilhar a mesma opinião.

Nós temos, sim, que amar e respeitar os homossexuais, estar sempre dispostos a ajudá-los caso precisem, não julgá-los em hipótese alguma. Como eu disse no texto “Nem Cristo julgou o mundo”, “o respeito tem, por obrigação, que partir de nós, cristãos, pois temos o excelente exemplo de Jesus, que não julgou ninguém, mas, sim, amou a todos”.

Acontece que amar e respeitar não significa concordar com tudo que o outro faz. Quando os escribas e fariseus levaram até Jesus uma mulher adúltera, Ele não a condenou, mas disse: “Vai-te e não peques mais” (João 8:11). Ou seja, Ele disse a ela para não continuar no erro.

Quando digo que devemos amar, mas não concordar com algumas atitudes, não me refiro apenas à prática homossexual, mas, sim, a TUDO que foge dos princípios de Jesus, inclusive o que, infelizmente, acontece em algumas igrejas. Se queremos seguir Seu caminho, precisamos seguir Seus passos, sem ignorar Sua Palavra.

“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos”. (João 8:31)


Só para reforçar, AMAR NÃO SIGNIFICA ESTAR DE ACORDO. Mas, também, DISCORDAR NÃO SIGNIFICA PODER JULGAR, IGNORAR, AGIR FRIAMENTE.

Imagem: opnazarene.org
Nota: lembrando que o fato de sermos cristãos não quer dizer que não cometemos pecados. Aconselhamos outras pessoas a abandonar práticas pecaminosas, mas também precisamos olhar diariamente para nós mesmos; analisar o que precisa ser mudado ou melhorado; arrepender-nos; pedir perdão a Deus; aprender com os erros; e mudar as atitudes.

quinta-feira, junho 25, 2015

Café e esperança a moradores de rua

Belo Horizonte, 21 de junho

Uma fria manhã de domingo. O sol não deu as caras. Mas a vontade (em primeiro lugar, de Deus) de levar esperança aos que não têm um lar nos impulsionou a sair da cama quentinha. Era dia de “Café da Manhã” para os que vivem nas ruas da grande Belo Horizonte (MG). Claro, o alimento foi só um meio de chegar até eles, porque a intenção principal era fazer o que Jesus ensinou: ir, amar e cuidar. E em nome de qual igreja? De nenhuma. Foi um pouquinho de gente daqui, um pouquinho dali. E lá representamos a Igreja de Cristo, que não tem placa ou denominação. 

Conhecer de perto a realidade daquelas pessoas, conversar com elas e saber um pouquinho do que elas são foi, para mim, uma oportunidade incrível. Fui para ajudar, mas acabei sendo ajudada. Inclusive, um morador de rua orou por mim. Que coisa! Ele, senhor Anivaldo, com cinqüenta e poucos anos, estava lá, sentado, com um pedaço de bolo e um copo de refrigerante nas mãos. Quando pensei em ir até lá para conversar, ele me chamou. E então demos início a uma longa conversa.


Ele disse que já havia sido estudante da Universidade Federal de Minas Gerais, o que me deixou pasma. Além disso, tinha cinco profissões, casa e família. Aí, inevitavelmente, vem aquela pergunta à mente: “Por que, então, ele mora na rua?”. Mas isso não vem ao caso agora.

Dentro do seu carrinho de supermercado, um saco com algumas coisas, garrafas com água e uma Bíblia. Entre vários assuntos, falamos sobre Deus, o cuidado dEle conosco, e de igualdade, ou seja, o fato de que ninguém é melhor que ninguém. Então, ele disse que poderia orar por mim. E, claro, não recusei. Fechei meus olhos, e ele pediu: “Deus, abençoe a Dayane. Perdoe os meus pecados e os dela também. Que ela continue fazendo isso que está fazendo aqui, e dê a ela um marido bonito” (esse último pedido, claro, me arrancou risos, rs). Uma oração simples, mas que me deixou extasiada. 

Num certo momento, perguntei se tinha amigos na rua. Ele olhou para céu e disse que tinha Aquele amigo. Então, ele tinha tudo. Anivaldo deixou claro que sem Deus ele era nada, um “saco vazio”, disse. E, evidentemente, concordei, porque também nada sou sem Ele.

Enfim, se eu for contar em detalhes o que vivi ali em algumas horas, lançarei um livro, porque também tive a oportunidade de conversar com o Luciano, Damião, José e Sidney. Cada um com uma história diferente, mas com algo em comum: a fé em Deus. Isso foi algo que me surpreendeu, porque eles mal tinham a roupa do corpo e comida para aquela manhã, mas isso não era motivo de eles se virarem contra Deus. O fato de estarem vivos já era motivo de alegria.

Uma frase de Anivaldo que não esquecerei: “Não é porque moro na rua que vou andar por aí triste”. Não preciso falar mais nada.

Sou grata a Deus por mais uma oportunidade que Ele me deu de fazer a vontade dEle. Se você também sente que tem esse chamado, vá, ame e cuide!

Quem não pode participar das ações, mas quer ajudar de alguma forma, pode doar alimentos, produtos de higiene pessoal, roupas, cobertores, brinquedos, etc. Basta deixar um comentário neste post manifestando-se. :)


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Confira algumas fotos da ação: